Os detalhes da nova coleção Blue Book da Tiffany & Co.

14/10/2019
  • Em seu segundo Blue Book, linha anual de alta joalheria da Tiffany, Reed Krakoff lança uma coleção recheada de conceitos "fora da caixa", mas com suas peças-chave literalmente dentro de caixinhas e vasinhos que são verdadeiras obras de arte.

    No último ano, o time de designers liderado por Reed focou em inspiração, abrindo caminho para que o Blue Book 2019 fosse trabalhado de forma mais profunda e focada em detalhes. "Se por um lado temos peças mais simples, por outro são mais complicadas e aprimoradas em cada ângulo e peculiaridade", conta o diretor artístico.
  • O novo catálogo traz uma série de 11 broches exclusivos inspirados na natureza e embalados em cases desenvolvidos especialmente para abrigar cada uma das joias. Cada frasco, verdadeiras obras de arte, foi feito à mão durante o famoso workshop anual de prataria realizado em Rhode Island e ganhou um pequeno diamante que celebra a primeira colaboração entre alta joalheria e prataria Tiffany.
  • "Esse foi o ponto de partida da coleção, uma nova direção dada ao Blue Book. A combinação da joia com o objeto em si. Esses vasos têm como propósito representar a qualidade artesanal que tanto preservamos dentro da marca", explica Reed, que elege a Butterfly in the vessel como sua peça favorita. Na criação, que levou cerca de um ano para ser finalizada, o broche em platina foi esculpido com safiras com mais de 22 quilates e diamantes com mais de 6 quilates no total. Dentro do vaso de prata e vidro, o broche de borboleta pousa sobre um galho de ouro amarelo de 18 quilates. "Foi a peça que levou mais tempo por toda sua engenharia", complementa.

    Apaixonado pelo trabalho, Melvyn Kirtley, chefe gemologista da casa, conta entusiasmado do processo de criação do Blue Book e a gema que é o statement da série de joias: a opala. Quando ele sai em busca de exemplares raros e belos para a Tiffany, leva na bagagem as inspirações de Reed e seu time: mote, estilos e cores que pretendem usar. Segundo Melvyn, o trabalho surge a partir do que a natureza apresenta, nada é simétrico, tudo depende da luz, então é preciso que eles interpretem isso usando as gemas de forma única, exaltando suas irregularidades, qualidades e beleza.
  • "Sempre saio com essas bases em mente, mas em primeiro lugar, estou em busca de elementos especiais para a coleção. Foi o que aconteceu com a Opala Negra australiana, quando achei, sabia que era a melhor das melhores e essa simbiose completa o ciclo criativo da Tiffany", descreve Melvyn. Natural, mística e quase hipnótica, a pedra ganha destaque envolta por fitas de safira e diamantes baguete em broches e brincos. É em meio a esse movimento  intenso que ele transita na busca por qualidade e no processo de desenvolvimento. "Quando vejo as joias prontas, depois de uma média de 18 meses, é incrível, me sinto na Lua!", comemora.

    Muitas pedras, formas e cortes não podem estar de fora da coleção, como o diamante, claro. Nos modelos, as tradicionais borboletas e estrelas, que inclusive cruzaram o red carpet do Met Gala 2019 com a Lady Gaga. Entre as lapidações, a técnica do gelo quebrado, que foi desenvolvida no ano passado, onde cada pedacinho da gema é facetado dando a impressão de rachado, se tornou uma assinatura da coleção e aparece em peças especiais como a libélula de diamantes e o coração de rubis.

    Na Jewel Box, a equipe criativa elaborou cortes planos, especialmente para a confecção de pétalas. "O diamante não é uma pedra tão translúcida, na verdade ela reflete a luz e o Reed queria passar uma transparência, onde pudéssemos ver pétalas e asas de borboletas sobrepostas em diferentes tons, instigando a descoberta de camadas de cada design. Foi quando arquitetamos um corte extremamente plano, uma inovação em termos de lapidação de diamantes, algo que podemos dizer que foi 100% criado para esta edição", revela Melvyn.

    Honrando sempre seu legado, história e clássicos, a empresa nova-iorquina, conhecida por sua qualidade de ponta e precisão de cortes, se reinventa trazendo o tradicional para os dias de hoje. Através desse olhar, Reed conta que depois de entender a herança, vê como vantagem essa bagagem e trabalha nos próximos capítulos. "As pessoas querem algo novo e uma das maravilhas atuais é a exposição em que os consumidores vivem - redes sociais, celebridades usando, sites, vitrines... Beleza e um trabalho feito à mão  impecável são eternos, nosso trabalho é criar peças para os dias de hoje, mantendo nossas tradições", conclui.

    Para ele, o importante é deixar essa mensagem bem clara. Ano passado, no lançamento da coleção "Paper Flowers", a Tiffany montou instalações por toda Nova York e conquistou a atenção das pessoas. Outro grande passo da marca foi a abertura do Blue Box, o charmoso café da joalheria. Pessoas chegam de todos os lugares do mundo para conhecer e ele continua permanentemente lotado.




























































































































































    Fonte: https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/10/os-detalhes-da-nova-colecao-blue-book-da-tiffany-co.html

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