Mulheres que ajudam mulheres: inspire-se nestas iniciativas comandadas por fashionistas

09/03/2020
  • Tory Burch Foundation

    Há uma década, a experiência e tino como businesswoman de Tory Burch vêm sendo compartilhados: em 2009, a estilista deu início a uma fundação com seu nome, dedicada a empoderar mulheres para construírem seus próprios negócios. "A Fundação Tory Burch já existia no business plan original da minha grife, mas eu sabia que precisava primeiramente desenvolver uma marca sólida. Enquanto hoje os clientes esperam que as labels tenham propósito, há 14 anos essa ideia praticamente não existia," contou a estilista à Vogue. Na prática, a organização atua em três frentes: oferece educação formal em negócios; concede acompanhamento e investimento em dinheiro às empreendedoras vencedoras de um prêmio anual, o programa Fellows; e conecta empresárias com as chamadas instituições financeiras de desenvolvimento comunitário, que lhes oferecem empréstimos com taxas acessíveis. "Não se trata de caridade. Trata-se de ajudar a capacitar as mulheres para que elas se ajudem.

    Em 2017, a fundação lançou a campanha Embrace Ambition, um incentivo para que as mulheres abracem a própria ambição. "Em uma das primeiras entrevistas do início da minha carreira, um repórter mencionou a palavra 'ambiciosa', e comentei que o termo me aborrecia. Um amigo então me disse: 'Você nunca deve ter vergonha dessa palavra'. Percebi que eu havia incorporado o estigma de que ambição era uma característica considerada maravilhosa em um homem, mas desagradável em uma mulher. E esse é um padrão prejudicial que devemos superar para alcançar a equidade", diz Tory.
  • Gurls Talk

    "Um espaço seguro para dividir e escutar sem julgamento ou estigma", é assim que Adwoa Aboah, modelo inglesa com carreira consolidada, define o seu projeto Gurls Talk.  A plataforma digital fundada por ela, promove uma discussão entre mulheres sobre autoimagem, saúde mental e sexualidade. A ideia surgiu depois de Adwoa tentar suicídio, em 2015, após anos lutando contra as drogas e a depressão. "Comecei a trabalhar como modelo aos 12 anos, mas não me sentia confortável em meu próprio corpo", ela disse à Vogue.

    O projeto que começou em 2015 já migrou do universo digital, e agora promove também eventos pelo mundo para conectar mulheres e promover as mensagens que a organização defende. Entre as cidades escolhidas estão Londres, Los Angeles e Nova York, e Adwoa espera organizar o próximo encontro em Ghana, país de seu pai. Além de equilibrar o Gurls Talk e uma carreira de modelo de sucesso, Adwoa também contribui para a Vogue Inglesa com uma coluna sobre empoderamento feminino.
  • Desert Flower Foundation

    Submetida à mutilação genital feminina com apenas cinco anos de idade, a modelo e ativista Waris Dirie dedica-se hoje a aumentar a consciência global sobre essa terrível prática. Depois de passar anos estrelando campanhas da Chanel e editoriais da Vogue, a somali lançou em 2002 a Desert Flower Foundation, "As pessoas acham que isso é um problema das mulheres, de algum lugar na África", e é exatamente por essa razão que essa prática ainda existe. Se isso acontecesse com um homem, não estaríamos sentados aqui tendo essa discussão. É apenas mais um problema para as mulheres". Disse Waris à Vogue Internacional.

    Hoje, embaixadora da ONU, ela supervisiona quatro centros médicos para tratamento das vítimas de mutilação genital feminina em Paris, Estocolmo, Berlim e Amsterdã, e tem planos de expansão pelo resto do mundo. Em 1997 ela escreveu o livro biográfico Desert Flower, que foi adaptado para o cinema em 2008, estrelado por Liya Kebede.
  • Fundação Lemlem

    Durante sua infância na Etiópia, Liya Kebede viu inúmeras mulheres morrerem durante o parto. Anos mais tarde, após uma longa carreira de sucesso, com capas de Vogues de diversos países, Liya se viu dando à luz aos seus filhos nos Estados Unidos, e percebeu a gritante diferença nas condições entre os dois países. Foi nesse momento, em 2007 que ela decidiu criar a sua fundação - que depois tornou-se uma marca de roupas com parte da renda revertida para a instituição - com a missão de ajudar artesãs na África a terem acesso à educação, empregos e saúde. Hoje o projeto conta com algumas vertentes, como o treinamento de artesãs na Etiópia e Kenya para desenvolvimento de habilidades e ajuda de colocação no mercado têxtil do continente. A fundação também desenvolve um trabalho com outra ONG, a Amref Health Africa, que busca reduzir em 25% as mortes na hora do parto em seis países do continente, capacitando 15.000 novas doulas.












































































































































































    Fonte: https://vogue.globo.com/moda/noticia/2020/03/mulheres-que-ajudam-mulheres-inspire-se-nestas-iniciativas-comandadas-por-fashionistas.html

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